Casarão em Ubatuba, 1941.
Alfredo Oliani (Brasil, 1906-1988)
aquarela sobre papel, 28 x 38 cm
Pierrot com violão
Adelson do Prado (Brasil, 1944 -2013)
acrílica sobre tela, 38 x 46 cm
Triste vida a do Pierrô:
sofrer pela Colombina,
que, nos braços de Arlequim,
ri de sua triste sina!
(Paluma Filho)
Helicônias
Georgina de Albuquerque (Brasil, 1885- 1962)
óleo sobre tela, 72 x 58 cm
Vaso com Helicônias, 1950
Gilberto Trompowsky (Brasil, 1912-1982)
óleo sobre tela, 81 x 65 cm
Hilda, a irmã do pintor, lendo, 1890
Rupert Bunny (Austrália, 1864-1947)
óleo sobre placa, 24 x 15 cm
Cais do mercado, Rio de Janeiro,1901
Gustavo Dall’Ara (Itália-Brasil, 1865-1923)
óleo sobre madeira, 47 x 74 cm
Coleção Fadel
Natureza morta
Ado Malagoli (Brasil, 1906-1994)
óleo sobre tela, 65 x 82 cm
Natureza morta
Rodolfo Amoedo (Brasil, 1857-1941)
óleo sobre tela – 36 x 53 cm
Museu de Arte da Bahia
Paisagem de Campinas, c. 1940
Emiliano Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)
óleo sobre tela, 60 x 80 cm
O colecionador
Charles Spencelayh (Inglaterra, 1865-1958)
óleo sobre tela, 25 x 24 cm
“Pessoas assim, como este Sr. José, em toda a parte as encontramos, ocupam o seu tempo ou o tempo que creem sobejar-lhes da vida a juntar selos, moedas, medalhas, jarrões, bilhetes postais, caixas de fósforos, livros, relógios, camisolas desportivas, autógrafos, pedras, bonecos de barro, latas vazias de refrescos, anjinhos, cactos, programas de óperas, isqueiros, canetas, mochos, caixinhas de música, garrafas, bonsais, pinturas, canecas, cachimbos, obeliscos de cristal, patos de porcelana, brinquedos antigos, máscaras de carnaval, provavelmente fazem-no por algo a que poderíamos chamar angústia metafísica, talvez por não conseguirem suportar a ideia do caos como regedor único do universo, por isso, com as suas fracas forças e sem ajuda divina, vão tentando pôr alguma ordem no mundo, por um pouco de tempo ainda o conseguem, mas só enquanto puderem defender a sua coleção, porque quando chega o dia de ela se dispersar, e sempre chega esse dia, ou seja por morte ou seja por fadiga do colecionador, tudo volta ao princípio, tudo torna a confundir-se.”
Em: Todos os nomes, José Saramago