Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

21 09 2022

A garrafa verde

Manasses de Andrade (Brasil, 1955-2021)

óleo sobre tela, 73 x 50 cm

 





Domingo, um passeio no campo!

18 09 2022

Paisagem com figura

Gérson Azeredo Coutinho (Brasil, 1900-1967)

óleo sobre tela colada em madeira, 33 X 42 cm





Leituras de 2022: “O pianista da estação”, de Jean-Baptiste Andrea, resenha

17 09 2022

A volta

Jasmine Saintonge (Canadá, contemporânea)

óleo sobre tela, 119 x 76 cm

O pianista da estação ganhou o Gande Prêmio RTL-Lire 2021 [RTL: rede de televisão francesa e Revista Lire].  Este prêmio difere dos outros do país; é dado pelo público: cem leitores escolhidos cada qual por diferentes livreiros, votam na obra vencedora.  Um dos requerimentos entre os competidores  é que sejam autores que não precisam de maior reconhecimento.  Não ficou claro as coordenadas desta última categoria.  Procurei saber sobre essa distinção após a leitura do livro, já que minha opinião contrasta tanto com o galardão concedido.

Trata-se da história de um homem, Joseph Marty, de sessenta e nove anos, que passa a vida tocando pianos públicos em estações de trem, metrô, aeroportos, lugares de passagem. Nômade, sempre em movimento, como se sua própria vida fosse um interminável e contínuo rondó. Qual seria o motivo? Para descobrirmos as razões visitamos o passado do pianista, órfão de ambos os pais aos quinze anos.  Segue-se então mais uma história de órfãos que são  maltratados nos orfanatos, sofrendo física e emocionalmente.  Reconheço que neste momento, tive que decidir se continuaria ou não a leitura. 

Fui leitora assídua minha vida inteira.  Desde os seis anos de idade ler foi meu maior e constante entretenimento.  Criança, adolescente, adulta,  morando aqui no Brasil, e em diferentes países, li.  Como consequência o número de histórias de órfãos que li é incontável da Cinderela à Pequena órfã Annie, de Oliver Twist e David Coperfield a Jane Eyre, Harry Potter, Poliana e outras dezenas mais de clássicos da literatura mundial. As histórias de órfãos têm, comumente, o sofrimento da criança ou adolescente em  primeiro plano.  E o tema logo me pareceu batido, cansativo e não tive curiosidade de ir em frente. Li, o livro inteiro porque foi selecionado pelos leitores de um grupo de leitura a que pertenço.  E usei de muitos subterfúgios para manter meu interesse.  Procurei por orfanatos nos Pirineus, onde a trama se desenrola, viajei via internet por diversos internatos já fechados na área.  A história começa em 1969;  procurei por fotos de  cidades dos Pirineus da década de sessenta.  Enfim, fiz o que pude para manter meu interesse neste livro.

A prosa de Jean-Baptiste Andrea, com tradução de Júlia da Rocha Simões, é suave, competente.  Há bons momentos e posto abaixo passagens me pareceram interessantes. Foram quatorze marcações.

O velho Rothenberg me dava aulas de piano. Ele era mais enrugado que papel amassado – rosto, pescoço e mãos num vertiginoso braille de rugas. Eu queria passá-lo a ferro a cada vez que o via. Mas quando ele tocava. Quando ele tocava, reis magos pegavam a estrada. Princesas exóticas e longínquas eram tomadas de languidez em seus palácios de areia. Até a sra. Rothenberg, uma sombra murcha que cheirava a pétalas e naftalina, voltava a ser a rainha do verão que ele havia seduzido, sessenta anos antes, sob uma nogueira em flor.”

“O ódio, como a oração, se alimenta de silêncio.”

Jean-Baptiste Andrea

 

Tenho outro senão: Joseph Marty passa muito tempo sem tocar piano.  Como, sem  treino algum, sem qualquer dedicação de horas diárias de ensaio, ele consegue tocar com tanta perfeição?  Quem é capaz de pegar e largar qualquer instrumento musical, e fazer uma performance como se  tempo algum houvesse passado?

Este livro não me tocou.  Não me emocionou.  Não é ruim.  Tenho certeza de que muitos leitores não foram expostos a tantos personagens órfãos.  De fato, interessante notar que hoje há muito menos órfãos no mundo do que havia no passado, graças às descobertas médicas e ao cuidado com prevenção de doenças que temos. Acho uma história romântica para corações que gostam de se sensibilizar.  É um livro de passagem. Os  personagens adolescentes passam por situações que eventualmente os tornam adultos. Mas, francamente, achei o tema, o assunto, na fronteira com o lugar-comum.  Duas estrelas de cinco.





Flores para um sábado perfeito!

17 09 2022

Vaso com flores, 1939.

Noêmia Mourão, (Brasil, 1912-1992)

Óleo sobre tela





Rio de Janeiro, RJ, Brasil

16 09 2022

Mosteiro de Santo Antônio, 1937

Milton Dacosta (Brasil, 1915 – 1988)

óleo sobre madeira, 25 x 31 cm.





Domingo, um passeio no campo!

11 09 2022

Paisagem rural com carroça

Arthur José Nísio (Brasil, 1906 -1974)

óleo sobre tela





Domingo, um passeio no campo!

4 09 2022

Paisagem, 1937

Lucílio de Albuquerque (Brasil, 1877-1939)

óleo sobre madeira, 12 x 18 cm





Flores para um sábado perfeito!

3 09 2022

Vaso de flores, 1966

Aldo Bonadei (Brasil, 1906 – 1974)

óleo sobre tela colada em placa, 36 x 26 cm





Nossas cidades: Itajubá, MG

30 08 2022

Itajubá, MG

Rubens Bustamante Sá (Brasil,1907-1988)

óleo sobre tela, 97 x 71 cm.





Rosinha segue viage, poesia de Luiz Peixoto

29 08 2022

 

 

GERSON POMPEU PINHEIRO (1910 - 1978) Mestiça, o.s.t., 60 X 49 cm, assinado e datado (1953) no c.i.e.Mestiça, 1953

[Retrato de Maria Augusta]

Gerson Pompeu Pinheiro (Brasil, 1910 – 1978)

óleo sobre tela, 60 X 49 cm

 

Rosinha segue viage

 

Luiz Peixoto

 

Rosinha seguiu viage,

não disse adeus a ninguém.

Levou no peito uma image

do Deus-menino em Belém,

levou cama, levou rede,

levou ferro de engomá,

levou panela de barro,

levou linha de bordá,

levou todos os terém.

Nunca vi tanta bagage!

No meio das catrevage,

meu coração foi também.

 

Em: Poesia de Luiz Peixoto, Rio de Janeiro, Editora Brasil-América:1964, p.79