Curiosidade literária

20 12 2021

A leitura

Jean d’Esparbès (França, 1898-1968)

óleo sobre tela

 

 

 

Stendhal é um dos poucos escritores que poderia se orgulhar de dar nome a uma doença.   Em 1817,  viajou pelo sul da Europa, parando em Florença.  Lá, na Catedral de Santa Croce, emocionado, sentiu-se mal.  Mais tarde descreveu o que havia acontecido como “sensações celestiais” após se render à beleza sublime das belas obras de arte que o rodeavam.  Na saída da igreja, foi acometido por taquicardia, sentindo que a vida se esvaía de seu corpo, enquanto caminhava com dificuldade, acreditando poder cair a qualquer momento.

Esta foi a primeira descrição de um fenômeno que recebeu o nome de síndrome de Stendhal, uma doença psicossomática que pode provocar reações várias, que vão de problemas de percepção aos sentimentos de angústia, levando às vezes ao pânico.

 





Rio de Janeiro, uma joia tropical

17 12 2021

Tarde no Rio de Janeiro

Henrique Cavalleiro (Brasil, 1882-1975)

óleo sobre tela, 90 x 90 cm

Universidade Federal do Rio Grande do Sul





Natalinas: Thomas Monson

16 12 2021

Lendo na poltrona com gato, 2009

Joe Hindley (EUA, 1949)

óleo sobre tela

“O Natal é o espírito de dar sem um pensamento de obter. É felicidade porque vemos alegria nas pessoas. É esquecermo-nos a nós próprios e encontrar tempo para os outros. É descartar as coisas sem sentido e sublinhar os verdadeiros valores.”

Thomas Monson





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

15 12 2021

Natureza morta

Henri Carrières [Henri Laurent Yves Carrières]

(França, 1947—radicado no Brasil desde 1952)

Óleo sobre tela, 50 x 60 cm

 





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

8 12 2021

Composição de frutas com paisagem

Marysia Portinari (Brasil, 1937)

óleo sobre tela, 50 x 70 cm





Nossas cidades: Salvador

7 12 2021

Igreja de Santana, Salvador,1958

Alberto Valença (Brasil, 1890 -1983)

óleo sobre madeira, 41 x 33 cm





Imagem de leitura — Abraham van Strij

7 12 2021

Senhora lendo próximo à janela, s/d

Abraham van Strij (Holanda, 1753-1826)

óleo sobre painel de madeira

Dordrechts Museum





Queixas, poesia de Júlia da Costa

6 12 2021

Leitura na varanda, c. 1890

Benjamim Parlagrecco (Itália, 1856- Brasil, 1902)

óleo sobre cartão – 24 x 19 cm

 

 

Queixas

 

Júlia da Costa (1844-1911)

 

 

Outrora, outrora eu amava a vida

Meiga, florida na estação das flores!

Amava o mundo e trajava as galas

Dos matutinos, virginais amores.

 

Que sol, que vida, que alvoradas belas

Por entre murtas eu sonhava então,

Quando ao perfume do rosal florido

Da lua eu via o divinal clarão!

 

Hoje debalde no rumor das festas

Procuro crenças que só tive um dia!

Minh’alma chora e se retrai sozinha,

O pó das lousas a fitar sombria!

 

Embalde, embalde, o bafejo amado

Da morna brisa minhas faces beija!

Meu peito é frio, como é fria a nuvem

Que em noites claras pelo céu adeja!

 

Embalde, embalde, no ruído insano

Das doidas festas eu procuro a vida!

Meu corpo verga… meu alento foge…

Sou como a rosa do tufão batida.

 

Em:  Poesia, de Júlia da Costa,  Org. Zahide Lupinacci Muzart. Curitiba: Imprensa Oficial do Paraná, 2001, p. 270





Curiosidade literária

6 12 2021

Garota lendo, c. 1945

Joe Jones (EUA, 1909-1963)

óleo sobre tela

Quem imaginaríamos ser o autor da primeira história de ficção científica no Brasil? Ninguém mais, ninguém menos do que Machado de Assis.  Com o conto O imortal, de 1882, influenciado pelo conto gótico, Machado abre o campo literário para a ficção científica, mesmo tendo baseado este conto em Rui de Leão, outra história dele mesmo, publicada dez anos antes, em 1872.





Em casa: Bessie Davidson

5 12 2021

Um interior, c. 1920

Bessie Davidson (Austrália, 1879-1965)

óleo sobre placa de madeira, 73 x 59 cm

Galeria de Arte da Austrália do Sul, Adelaide