Na janela, 1977
Gennady Myznikov (Rússia, 1933
óleo sobre papelão, 110 x 70 cm
“Os livros considerados imorais pelo mundo são aqueles que lhe mostram sua própria vergonha.”
Oscar Wilde
Na janela, 1977
Gennady Myznikov (Rússia, 1933
óleo sobre papelão, 110 x 70 cm
Oscar Wilde
Portão
Eliseu Visconti (Itália-Brasil, 1866-1944)
aquarela sobre papel, 30 x 23 cm
O velho portão de ferro na Ilha do Governador, RJ
Rodolfo Weigel (Brasil,1907 1987)
óleo sobre tela
Porteira, 1994
Marie Louise Mattos (França-Brasil, 1916-?)
óleo sobre madeira
Feirinha do Posto 6 — um quarteirão começando na praia. E você encontra quase tudo de que precisa num domingo de manhã. Rua Rainha Elizabeth da Bélgica.
Samba, 1928
Emiliano Di Cavalcanti (Brasil,1897-1976)
óleo sobre tela, 64 x 49 cm
Coleção Fadel
Batista Cepelos
Na noite em que algum santo se festeja,
Junto à fogueira, o samba principia,
Logo o pandeiro elástico estrondeja,
Ronca e muge o tambor, numa porfia.
Que extravagante, singular peleja:
Este, rapidamente rodopia;
Aquele, desconjunta-se e rasteja,
Numa parafusante cortesia.
E, em lânguido meneio, as raparigas,
Agitando os vestidos encarnados,
Cantarolam estrídulas cantigas.
E, no ardor da frenética loucura,
Os pares, em pinotes compassados,
Veia juntando cintura com cintura.
Vaso de Flores
Sérgio Migliaccio (Brasil, 1936-2015)
óleo sobre tela, 50cm x 40cm
Vaso de flor
Tito de Alencastro (Brasil, 1934-1999)
Óleo sobre tela colado em placa, 90 x 60 cm
Cena galante no parque
Franz Xaver Simm (Áustria, 1853-1918)
óleo sobre painel de madeira, 32 x 24 cm
“Eugênio pensava ainda em Margaret. Aquele amor secreto era a melhor coisa de sua vida. Tinha um gosto de romance, um romance que ele escrevia com a imaginação, com o desejo, já que a vida se recusava a dar-lhe um romance de verdade. No silêncio de certa noite, em que o luar lhe entrava pela janela do quarto, ele pensou em Margaret, estendido na cama, de olhos fechados. Imaginou mais um encontro noturno, debaixo das árvores do jardim. (Nessas conversas ele perdia a timidez, era como se a luz da lua conseguisse limpar-lhe o rosto das espinhas e a alma dos pecados, era como se o luar fizesse até o milagre de lhe dar uma voz agradável, parelha e máscula.) Os dois ficaram a contemplar-se em silêncio. Os cabelos dela pareciam de prata. Os dele, de bronze. Um organista misterioso tocava músicas muito doces na capela. Margaret contou-lhe histórias do tempo em que sua família morava na China, onde seu pai fora missionário. Em troca, ele lhe descreveu sonhos, planos de vida.”
Em: Olhai os lírios do campo, Érico Veríssimo, Rio de Janeiro, Cia das Letras: 2005, versão eletrônica.