A noite antes das provas, 1895
Leonid Osipovich Pasternak (Rússia, 1862-1945)
óleo sobre tela
Musée d’Orsay, Paris
A noite antes das provas, 1895
Leonid Osipovich Pasternak (Rússia, 1862-1945)
óleo sobre tela
Musée d’Orsay, Paris
Senhora lendo na sala de quadros, 1870
Michael Van Alphen (1840-)
óleo sobre tela, 46 x 39 cm
A revista da casa de leilões Christie’s sugere uma lista de leituras, romances em que a arte faz parte do tema. Caso o assunto lhe interesse, aqui vai a lista do que foi publicado no Brasil.
1 — O livro das evidências, John Banville
2 — O pintassilgo, Donna Tart
3 — Moça com brinco de pérola, Tracy Chevalier
4 — A improbabilidade do amor, Hannah Rothschild
Dos dez livros mencionados só estes quatro acima aparecem com traduções para o português e estão atualmente no mercado brasileiro. Os outros seis listo abaixo em inglês.
5 — What’s Bred in the Bone, Robertson Davies
6 — The Vivisector, Patrick White
7 — Bedlam, Jennifer Higgie
8 — The Burnt Orange Heresy, Charles Willeford
9 — Warpaint, Alicia Foster
10 — Headlong, Michael Frayn
Boas leituras nesse tempo de afastamento social.
Jean lendo, c.1954
John Randall Bratby (Grã-Bretanha, 1928-1992)
óleo sobre tela
No início de abril, o jornal britânico The Guardian publicou uma lista de leituras para tempos difíceis. Vários autores, escolhidos pelo jornal, sugeriram uma leitura.
Curtis Sittenfeld sugeriu contos de Alice Munro. No Brasil há alguns de seus livros publicados. Nas livrarias encontramos: As luas de Júpiter, Editora Azul, 2018; Falsos segredos, Editora Azul, 2015m
Sebastian Barry sugeriu o sempre moderno Meditações de Marco Aurélio, nas bancas na edição da Edipro, 2019
Evie Wyld sugeriu qualquer livro de Chuck Palahniuk, ainda que prefira Sobrevivente, que no Brasil está fora de catálogo, só podendo ser encontrado em sebos.
Tayari Jones lembrou-se de A cor púrpura de Alice Walker que no Brasil está na 10ª edição, publicado pela José Olympio em 2009.
Cólm Tóibín diz que Vitória, de Joseph Conrad, no Brasil publicado em 2010, pela Revan e fora de catálogo, seria a leitura perfeita para os dias de hoje.
Guy Gunaratne considera a leitura de Cem anos de Solidão do autor colombiano Gabriel Garcia Marquez, no Brasil publicada pelo Record e sempre em catálogo.
Kamila Shamsie se volta para a obra prima de Italo Calvino, As cidades invisíveis publicada pela Cia das Letras e sempre em catálogo.
Mathew Kneale escolheu coleções de contos de Sherlock Holmes, que também encontramos no Brasil em diversas edições.
Todos são excelentes sugestões de leitura para hoje ou sempre.
O colete vermelho, 1955
Françoise Gilot (França, 1921)
“De tudo isso, amigos, surge uma lição que o poeta deve aprender dos outros homens. Não há solidão inexpugnável. Todos os caminhos levam ao mesmo ponto: a comunicação daquilo que somos. E é preciso atravessar a solidão e a aspereza, a incomunicação e o silêncio para chegar ao recinto mágico no qual podemos dançar torpemente ou cantar com melancolia: mas nesta dança ou nesta canção estão consumados os mais antigos ritos da consciência, da consciência de ser homens e de crer num destino comum.”
Em: Discurso de Pablo Neruda ao ganhar o Prêmio Nobel de Literatura, 1971
Michael Rothwell e Bridget no jardim com meu cachorro, Muffin nos Jardins Phillimore, em Kensington
Peter Samuelson (Grã-Bretanha, 1912 – 1996)
óleo sobre placa, 63 x 92cm
Leitura no sofá
Arne Westerman (EUA, 1927 – 2017)
Mário Benedetti
Não te rendas, ainda estás a tempo
de alcançar e começar de novo,
aceitar as tuas sombras
enterrar os teus medos,
largar o lastro,
retomar o voo.
Não te rendas que a vida é isso,
continuar a viagem,
perseguir os teus sonhos,
destravar os tempos,
arrumar os escombros,
e destapar o céu.
Não te rendas, por favor, não cedas,
ainda que o frio queime,
ainda que o medo morda,
ainda que o sol se esconda,
e se cale o vento:
ainda há fogo na tua alma
ainda existe vida nos teus sonhos.
Porque a vida é tua, e teu é também o desejo,
porque o quiseste e eu te amo,
porque existe o vinho e o amor,
porque não existem feridas que o tempo não cure.
Abrir as portas,
tirar os ferrolhos,
abandonar as muralhas que te protegeram,
viver a vida e aceitar o desafio,
recuperar o riso,
ensaiar um canto,
baixar a guarda e estender as mãos,
abrir as asas
e tentar de novo
celebrar a vida e relançar-se no infinito.
Não te rendas, por favor, não cedas:
mesmo que o frio queime,
mesmo que o medo morda,
mesmo que o sol se ponha e se cale o vento,
ainda há fogo na tua alma,
ainda existe vida nos teus sonhos.
Porque cada dia é um novo início,
porque esta é a hora e o melhor momento.
Porque não estás só, por eu te amo.
Vigas azuis, 1916
Frederic Clay Bartlett (EUA, 1873–1953)
óleo sobre tela, 71× 76 cm
The Art Institute, Chicago
A visita, c. 1869
Alfred Stevens (Bélgica, 1823 – 1906)
óleo sobre tela, 73 x 59 cm
Mulher lendo próximo a vaso com flores, 1871
Gustave Courbet (França, 1819 – 1877)
óleo sobre tela, 55 x 46 cm
The Philadelphia Museum of Art, EUA
Jovem mulher lendo, c. 1925
Jacques Chapiro (Rússia/França, 1887 – 1972)
óleo sobre tela
