Rio de sol, de céu, de mar…

19 07 2024

Passagem do Carmo – Rio, 1979

Pedro Nascimento (Brasil, 1927-1986)

óleo sobre tela, 60 X 30 cm





Palavras para lembrar: Alain Bosquet

18 07 2024
Ilustração de Bobby Chiu, artista contemporâneo canadense.

 

 

“A escrita é uma libertação que, frase a frase, palavra por palavra, se torna em escravidão.”

 

Alain Bosquet

(1919-1998)





Três idades, poesia de Manuel Bandeira

18 07 2024

Três idades da mulher, 1905

Gustav Klimt (Áustria, 1862-1908)

óleo sobre tela, 180 x 180 cm

Galeria Nacional de Arte Moderna e Contemporânea, Roma

 

 

Três idades

 

Manuel Bandeira

 

A vez primeira que te vi,

Era eu menino e tu menina.

Sorrias tanto… Havia em ti

Graça de instinto, airosa e fina.

Eras pequena, eras franzina…

 

A ver-te, a rir numa gavota,

Meu coração entristeceu

Por que? Relembro, nota a nota,

Essa ária como enterneceu

O meu olhar cheio do teu.

 

Quando te vi segunda vez,

Já eras moça, e com que encanto

A adolescência em ti se fez!

Flor e botão… Sorrias tanto…

E o teu sorriso foi meu pranto…

 

Já eras moça… Eu, um menino…

Como contar-te o que passei?

Seguiste alegre o teu destino…

Em pobres versos te chorei

Teu caro nome abençoei.

 

Vejo-te agora. Oito anos faz,

Oito anos faz que não te via…

Quanta mudança o tempo traz

Em sua atroz monotonia!

Que é do teu riso de alegria?

 

Foi bem cruel o teu desgosto.

Essa tristeza é que diz…

Ele marcou sobre o teu rosto

A imperecível cicatriz:

És triste até quando sorris…

 

Porém teu vulto conservou

A mesma graça ingênua e fina…

A desventura te afeiçoou

À tua imagem de menina.

E estás delgada, estás franzina…

 

 

Em: Estrela da Vida Inteira- poesias reunidas, Manuel Bandeira, Rio de Janeiro, José Olympio: 1979, pp 27-28.





É hoje…

17 07 2024




Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

17 07 2024

Natureza Morta, 1956

Ione Saldanha (Brasil, 1919-2001)

óleo sobre tela, 50 x 65 cm

 

 

 

Vaso com flores e frutas

Lúcio Cardoso (Brasil, 1912-1968)

óleo sobre tela, 65 x 92 cm





No trabalho: Wellington Virgolino

17 07 2024

Calçateiros, 1953

Wellington Virgolino (Brasil, 1929-1988)

óleo sobre tela, 100 x 75 cm





Em três dimensões: Pierre Vivant

16 07 2024

Árvore de sinais (faróis) de trânsito, 1998

Pierre Vivant (França, 1932)

8 metros de altura com 75 sinais de trânsito

Local: Londres





Ambroise Vollard chega a Paris

16 07 2024

Ala do Jardim de Luxemburgo, 1886

Vincent van Gogh (Holanda, 1853-1890)

óleo sobre tela, 27 x 46 cm

Clark Art Institute, Williamstown, Mass

 

 

“Minha residência ficava na rua Toullier, próximo ao Luxemburgo, para onde onde fui assim que pude no dia seguinte. Fiquei decepcionado. Levei muitos anos para perceber a beleza daquele jardim incomparável e a magnitude de seu planejamento. Naquele momento, parecia-me muito mais amplo e menos íntimo do que o Jardim do Rei, da minha ilha nativa.  Quanto aos monumentos, de tamanhos tão grandes, pareciam me dominar e esmagar.”

(Tradução Ladyce West)

—–

My hotel was situated in the rue Toullier, near the Luxembourg, where I went first thing the next day. I was disappointed. It took me many years to realise the beauty of that incomparable garden and the magnificence of its planning. For the moment it merely seemed to me vaster, and at the same time less intimate, than the “ Jardin du Roi ” of my native isle. As for the monuments, their hugeness seemed to bear down on me and crush me.

-.-.-

Em: Recollections of a Picture Dealer, Ambroise Vollard, Dover Fine Art, History of Art, 2011, edição eletrônica, sem menção do tradutor do francês para o inglês.

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Ambroise Vollard foi um dos galeristas mais importantes de Paris do final do século XIX.  Representou, conheceu, foi amigo e esteve envolvido com Renoir, Forain, Degas, Redon, Rodin, Cézanne, Rouault, Bonnard, Picasso, Manet, Matisse, de Groux, Signac, Rousseau, e ainda esteve em contato com Gertrude Stein, Alfred Jarry, Guillaume Apollinaire, Mallarmé, e Zola.  Natural da Ilha de Réunion, neste parágrafo, no início de suas memórias ele mostra para nós como, quando viajamos, por mais que se conheça a história, a cultura, sempre usamos nossos próprios vieses ao observar o novo, aquilo que nos é estranho.  É particularmente reveladora, essa passagem, porque a Ilha de Réunion, é francesa até os dias de hoje, portanto, ele tinha como referência só a visão de alguém da província.





Nossas cidades: Ouro Preto

16 07 2024

Paisagem de Ouro Preto,1958

Alberto da Veiga Guignard (Brasil, 1896-1962)

óleo sobre madeira, 42 x 50 cm





Trova da chuva fina

15 07 2024
Ilustração:  Maria Pia Franzoni (Itália,1907-1978)

A garoa é ouro fino

das arcas celestiais

que desce em fluido divino

na terra dos cafezais …

(Durval Mendonça)