Vitória, 1896
Joseph Caraud (França, 1821-1905)
óleo sobre tela , 60 x 45 cm
Manhã de Sol em São Paulo, 1925
Henrique Manzo (Brasil, 1896-1982)
óleo sobre tela, 67x 89 cm
Tempos de primavera II, 2005
Fernando Leitão (Brasil, 1945)
acrílica sobre tela, 70×90 cm
Praia com flamboyant
Francisco Acquarone (Brasil, 1898-1954)
óleo sobre tela, 38 x 46 cm
A esperança
Ana Goldberger (Brasil, 1947-2019)
acrílica sobre tela – 30×40 cm
Vaso de flores
Edgar Oehlmeyer (Brasil, 1909-1967)
óleo sobre eucatex, 70 x 50 cm
Canal da Barra ao Fundo Pedra da Gávea
Orlando Brito ( Brasil, 1920-1981)
óleo sobre tela, 42 x 34 cm
A lavadeira, 1915
William Henry Margetson (Inglaterra, 1861-1940)
aquarela sobre papel
Coleção Particular
De longe, próximo, 1937
[From the Faraway, Nearby]
Georgia O’ Keefe (EUA, 1887-1986)
óleo sobre tela, 91 x 101 cm
Metropolitan Museum
Ivan Junqueira
Esse punhado de ossos que, na areia,
alveja e estala à luz do sol a pino
moveu-se outrora, esguio e bailarino,
como se move o sangue numa veia.
Moveu-se em vão, talvez, porque o destino
lhe foi hostil e, astuto, em sua teia
bebeu-lhe o vinho e devorou-lhe à ceia
o que havia de raro e de mais fino.
Foram damas tais ossos, foram reis,
e príncipes e bispos e donzelas,
mas todos a morte apenas fez
a tábua rasa do asco e das mazelas.
E ali, na areia anônima, eles moram.
Ninguém os escuta. Os ossos não choram.
Em: O Tempo além do Tempo, Ivan Junqueira, organização e prefácio de Arnaldo Saraiva, Editora Quasi, Vila Nova do Farmalicão: 2007, p, 108
Maçãs e uvas
Domingos Gemelli (Brasil, 1903-1985)
óleo sobre tela, 35 x 55 cm
Maçãs, 2005
Alex Melo (Brasil, 1975)
Óleo sobre tela, 70 x 90 cm
Corte de Henrique VIII, com Jane Seymour e Príncipe Edward, 1545
DETALHE (veja o painel completo abaixo)
Hampton Court Palace, Londres
Em 1536 quando o rio Tâmisa congelou, em Londres, Henrique VIII e Jane Seymour, terceira esposa do monarca, saíram dos serviços religiosos na Catedral de Saint Paul, e se dedicaram a uma cavalgada pelo rio congelado, galopando até a margem em Surrey, para o Palácio Greenwich, onde as grandes festividades natalinas aconteciam.
As comemorações de Natal até recentemente na Europa se realizavam por doze dias, do dia 25 de dezembro ao dia de Reis, ou Epifania. [Há mais informações neste blog: Hoje, dia de Reis.]. Portanto é interessante saber que as festas dos doze dias de Natal tinham características grandiosas. Havia um bolo feito com frutas secas, farinha, mel e especiarias. Nos Estados Unidos esse bolo, ainda faz parte do Natal, com o nome de fruit cake. Dentro deste bolo eram colocados um feijão e uma ervilha. Ao fatiar o bolo, servido aos visitantes na hora da chegada saberia-se quem seriam os respectivos “Reis do Feijão e da Ervilha”, por aquela noite. Estes ficavam com a incumbência de liderar todos os convidados a cantar, dançar e fazer brincadeiras que incluíssem os presentes. Na corte de Henrique VIII estes reis da noite eram selecionados a priori.
Nas casas das grandes famílias da corte no período Tudor, os 12 dias de Natal incluíam festejos, banquetes, procissões e brincadeiras presididas por uma pessoa chamada Senhor do Desgoverno [Lord of Misrule]. Estas festas eram às vezes também visitadas por outros personagens natalinos: Capitão Natal ou Príncipe Natal, cujo papel era se certificar que todos os participantes se divertissem. Um dos personagens favoritos nas peças encenadas no período Tudor chamava-se Pai Natal [Father Christmas]. Vestido de verde e usando máscara e peruca, ele passeava por entre os convidados gritando furiosamente, empunhando um grande cajado.

Hampton Court Palace, Londres
Noite calma
Cao Quantang ( Huxian, China, 1957)
aquarela, tinta, guache, sobre papel de arroz, 54 x 39 cm
Ovídio, Metamorfose, XV: 215-6