Brasília
Carlos Bracher (Brasil, 1941)
Serigrafia, tiragem de 100; 50 x 75 cm
Jovem segurando uma partitura, 1755
D’après Louis Jean François Lagrenée (França, 1724-1805)
The Palmer Museum of Art, The Pennsylvania State University
Giàcomo Girolamo Casanova viveu no século XVIII. Nasceu em 1725 na antiga República de Veneza, portanto bem antes da unificação da Itália em 1870. Escreveu a autobiografia História da minha vida, que o tornou famoso, bem depois de ter-se tornado um homem maduro. Antes disso, tentara a vida militar e a eclesiástica. Teve muitas aventuras, fugiu da cadeia, foi um aventureiro de grande porte. Acabou vivendo sob os auspícios do Conde da Boêmia, em Duchcov, na República Checa, de 1785 até sua morte, em 1792. Casanova, declarou ter escrito a biografia por tédio, para surpresa de seus leitores, que não acreditavam que isso fosse possível, já que ele alegara ter tido relações amorosas com cento e vinte e duas mulheres. É justamente essa informação sobre sua habilidade sexual que o tornou popular. Ficou famoso, seu nome, por extensão, significa homem conquistador, libertino, nos círculos mais letrados. Mas suas memórias são até hoje usadas para o estudo de comportamento e hábitos das sociedades no século XVIII.
Mulher
Armand Schönberger (Hungria, 1885-1974)
pastel sobre papel, 18 x 13 cm
“Como já mencionei, uma das teorias de minha mãe era que criança alguma deveria ter permissão de aprender a ler até os oito anos. Como essa teoria não foi cumprida por mim, tive licença de ler tanto quanto quis, e aproveitava todas as oportunidades para isso. A sala de aulas, como era chamada , era um cômodo no último andar da casa, quase completamente forrado de livros. Algumas das prateleiras eram dedicadas a literatura infantil: Alice in Wonderland [Alice no País das Maravilhas] e Through the Looking Glass [Através do Espelho]; os antigos, sentimentais contos vitorianos que já mencionei, tais como Our Little Violet [Nossa Pequena Violeta]; os livros de Charlotte Young, incluindo The Daisy Chain [A Corrente de Margaridas]; uma coleção completa, creio, de Henry, e, além disso, numerosos livros de estudo, romances, e outros tipos. Eu lia indiscriminadamente, escolhendo qualquer livro que me interessasse, lendo, portanto, muita coisa que não entendia, mas que retivera minha atenção.”
Em: Autobiografia, Agatha Christiie, tradução de Maria Helena Trigueiros, Rio de Janeiro, Nova Fronteira:1979, pp. 97-8.
Natureza morta: vaso com rosas
Alfredo Volpi (Itália-Brasil, 1896-1988)
óleo sobre madeira, 23 x 18 cm
Leblon de fogo, 2013
Aloysio Zaluar (Brasil, 1937)
óleo sobre tela, 50 x 60cm. Assinado Rio de Janeiro 2013.
Pequenez é coisa feia?
Grandeza é documentário?
— Pequeno é o grão de areia,
mas enguiça um maquinário.
(Carlos Ribeiro Rocha)
Las Talaveritas, Domingo de Manhã, New York Times, 2016
[Marissa e seu pai lendo as notícias]
Aliza Nisenbaum (México, 1977)
óleo sobre tela, 220 x 170 cm