Trova da dúvida

21 04 2022
Ilustração de Maurício de Sousa.

Não sei se vá ou se fique,

Não sei se fique ou se vá,

Indo lá não fico aqui,

Ficando aqui não vou lá.  

(Clevane Pessoa de Araújo Lopes)





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

20 04 2022

Natureza morta, 1956

Rubens Bustamante Sá (Brasil, 1907-1988)

óleo sobre tela, 38 x 55 cm





W. H.Auden, Funeral Blues, em inglês e duas traduções

19 04 2022

Composição, 1957

Antônio Bandeira (Brasil, 1922 – 1967)

óleo sobre tela, 90 x 90 cm

 

Funeral Blues

 

W. H. Auden

 

Stop all the clocks, cut off the telephone,

prevent the dog from barking with a juicy bone,

silence the pianos and, with muffled drums,

bring out the coffin, let the mourners come.

 

Let airplanes circle moaning overhead

scribbling on the sky the message: he’s dead.

Put crepe-bows round the white necks of the public doves,

let the traffic policemen wear black cotton gloves.

 

He was my North, my South, my East and West,

my working week, my Sunday rest,

my noon, my midnight, my talk, my song.

I thought that love would last forever; I was wrong.

 

The stars are not wanted now, put out every one.

Pack up the moon, dismantle the sun.

Pull away the ocean and sweep up the wood.

For nothing now can ever come to any good.             

 

 

Em: Tell me the truth about love: ten poems, W. H. Auden, Vintage: 1994

 

 

TRADUÇÂO I

 

Parem já os relógios, corte-se o telefone,

dê-se um bom osso ao cão para que ele não rosne,

emudeçam pianos, com rufos abafados

transportem o caixão, venham enlutados.

 

Descrevam aviões em círculos no céu

a garatuja de um lamento: Ele Morreu.

no alvo colo das pombas ponham crepes de viúvas,

polícias-sinaleiros tinjam de preto as luvas.

 

Era-me Norte e Sul, Leste e Oeste, o emprego

dos dias da semana, Domingo de sossego,

meio-dia, meia-noite, era-me voz, canção;

julguei o amor pra sempre: mas não tinha razão.

 

Não quero agora estrelas: vão todos lá para fora;

enevoe-se a lua e vá-se o sol agora;

esvaziem-se os mares e varra-se a floresta.

Nada mais vale a pena agora do que resta.

 

tradução de Vasco Graça Moura

 

 

TRADUÇÂO II

 

Parem todos os relógios, que os telefones emudeçam.

Para calar o cachorro, um bom osso lhe ofereçam.

Silenciem os pianos, e em surdina os tambores

Acompanhem o féretro. Venham os pranteadores.

 

Que aviões a sobrevoar em círculos lamurientos

Rabisquem no céu o Anúncio de Seu Falecimento.

Que nas praças as pombas usem coleiras de crepe, em luto,

E os guardas de trânsito calcem luvas negras em tributo.

 

Ele foi meu norte, meu sul, meu nascente, meu poente.

Foi o labor da minha semana, meu domingo indolente.

Foi meu dia, minha noite, meu falar e meu cantar.

Julguei ser o amor infindo. Como pude assim errar?

 

Já não me importam as estrelas: fique o céu todo apagado.

Empacotem e embrulhem a lua; seja o sol desmantelado.

Esvaziem os oceanos, do mundo sejam as florestas varridas.

Porque agora, para mim, nada resta de bom nesta vida.

 

tradução de Humberto Kawai

 

 

 

 





Curiosidade literária

18 04 2022

Retrato de Maria Roberts

Karen Kinser (EUA, 1951)

óleo sobre tela

Jack Kerouac, conhecido por livros sobre viagens, Pé na estrada, Viajante solitário, Cenas de Nova York e outras cidades, não chegou a aprender a dirigir um carro.  Morando em Nova York na adolescência e mais tarde estudando na universidade de Columbia, não teve necessidade, a princípio, de usar um automóvel.  Seus escritos de viagem foram todos baseados em viagens de ônibus ou como carona de seu amigo Neil Cassady, que gerenciou, por exemplo, o itinerário refletido em Pé na estrada (On the road).





Flores para um sábado perfeito!

16 04 2022

Natureza morta,  vaso com flores, 1953

Abigail Garcia (Brasil, 1929-1994)

óleo sobre tela, 55 x 46cm





Meus favoritos: Peder Mork Monsted

15 04 2022

Crianças no jardim, 1924

Peder Mork Monsted (Dinamarca, 1859-‘941)

óleo sobre tela





Serviço religioso

9 04 2022




RECESSO

8 04 2022

ESTE BLOG FARÁ  UM PEQUENO RECESSO.  Ladyce West (a Peregrina Cultural) encontra-se de luto pelo falecimento de seu marido.

 





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

6 04 2022

Tigela, bananas e laranja, 1983

Denise Azevedo (Brasil, contemporânea)

óleo sobre tela, 33 x 46 cm





Mulher e pintora: Olga Wisinger-Florian

5 04 2022

Um buquê de papoulas à janela

Olga Wisinger-Florian (Áustria, 1844-1926)

óleo sobre tela, 84 x 65 cm

Coleção Particular