Homem em seu estúdio
Isidore Pils (França, 1813-1875)
óleo sobre tela, 26 x 21 cm
Homem em seu estúdio
Isidore Pils (França, 1813-1875)
óleo sobre tela, 26 x 21 cm
Largo da Guia em Campina Grande, 2012
Helder Racine (Brasil,contemporâneo)
Paisagem
Bustamante Sá (Brasil, 1907- 1988)
óleo sobre tela, 50 x 60 cm
Cassiano Ricardo
Por se tratar de uma ilha deram-lhe o nome
de Ilha de Vera Cruz.
Ilha cheira de graça
Ilha cheia de pássaros
Ilha cheia de luz.
Ilha verde onde havia
mulheres morenas e nuas
anhangás a sonhar com histórias de luas
e cantos bárbaros de pajés em poracés batendo os pés.
Depois mudaram-lhe o nome
pra terra de Santa Cruz.
Terra cheia de graça
Terra cheia de pássaros
Terra cheia de luz.
A grande Terra girassol onde havia guerreiros de tanga e onças ruivas deitadas à sombra das árvores mosqueadas de sol.
Mas como houvesse, em abundância,
certa madeira cor de sangue cor de brasa
e como o fogo da manhã selvagem
fosse um brasido no carvão noturno da paisagem.
e como a Terra fosse de árvores vermelhas
e se houvesse mostrado assaz gentil
deram-lhe o nome de Brasil.
Brasil cheio de graça
Brasil cheio de pássaros
Brasil cheio de luz
Em: Poesia Brasileira para a Infância, Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva: 1967, Coleção Henriqueta, pp. 53-54.
O aparelho de chá de morango, 1912
Childe Hassam (EUA, 1859 – 1935)
óleo sobre tela, 93 x 96 cm
Los Angeles County Museum of Art, Los Angeles, California
Vaso de flores
Octavio Araujo (Brasil, 1926 -2015)
óleo sobre madeira, 59 x 100 cm
Brasília, vista da ponte JK
Armando Romanelli (Brasil, 1945)
aquarela, 47 x 32 cm
Reflexão, 1970
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 – 2019)
óleo sobre tela, 46 x 38 cm
Da Costa e Silva
Saudade! Olhar de minha mãe rezando,
E o pranto lento deslizando em fio…
Saudade! Amor de minha terra… O rio
Cantigas de águas claras soluçando.
Noites de junho… O caburé com frio,
Ao luar, sobre o arvoredo,piando, piando…
E, ao vento, folhas lívidas cantando
A saudade imortal de um sol de estio.
Saudade! Asa de dor do Pensamento!
Gemidos vãos de canaviais ao vento…
As mortalhas de névoa sobre a serra…
Saudade! O Parnaíba − velho monge
As barbas brancas alongando… E, ao longe,
O mugido dos bois da minha terra…
Em: Da Costa e Silva, Poesias Completas, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1985 [edição do centenário] p.69







