Imagem de leitura: Isidore Pils

11 03 2021

Homem em seu estúdio

Isidore Pils (França, 1813-1875) 

óleo sobre tela, 26 x 21 cm

 





Nossas cidades: Campina Grande

9 03 2021

Largo da Guia em Campina Grande, 2012

Helder Racine (Brasil,contemporâneo)





Ladainha, poesia de Cassiano Ricardo

8 03 2021

Paisagem

Bustamante Sá (Brasil, 1907- 1988)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm

 

Ladainha

 

Cassiano Ricardo

 

Por se tratar de uma ilha deram-lhe o nome

de Ilha de Vera Cruz.

Ilha cheira de graça

Ilha cheia de pássaros

Ilha cheia de luz.

Ilha verde onde havia

mulheres morenas e nuas

anhangás a sonhar com histórias de luas

e cantos bárbaros de pajés em poracés batendo os pés.

 

Depois mudaram-lhe o nome

pra terra de Santa Cruz.

Terra cheia de graça

Terra cheia de pássaros

Terra cheia de luz.

 

A grande Terra girassol onde havia guerreiros de tanga e onças ruivas  deitadas à sombra das árvores mosqueadas de sol.

 

Mas como houvesse, em abundância,

certa madeira cor de sangue cor de brasa

e como o fogo da manhã selvagem

fosse um brasido no carvão noturno da paisagem.

 

e como a Terra fosse de árvores vermelhas

e se houvesse mostrado assaz gentil

deram-lhe o nome de Brasil.

Brasil cheio de graça

Brasil cheio de pássaros

Brasil cheio de luz

 

Em: Poesia Brasileira para a Infância, Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva: 1967, Coleção Henriqueta, pp. 53-54.





Em casa: Childe Hassam

7 03 2021

O aparelho de chá de morango, 1912

Childe Hassam (EUA, 1859 – 1935)

óleo sobre tela, 93 x 96 cm

Los Angeles County Museum of Art, Los Angeles, California





Flores para um sábado perfeito!

6 03 2021

Vaso de flores

Octavio Araujo (Brasil, 1926 -2015)

óleo sobre madeira, 59 x 100 cm





Nossas cidades: Brasília

2 03 2021

Brasília, vista da ponte JK

Armando Romanelli (Brasil, 1945)

aquarela, 47 x 32 cm





Saudade, poesia de Da Costa e Silva

1 03 2021

Reflexão, 1970

Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 – 2019)

óleo sobre tela, 46 x 38 cm

Saudade

 

Da Costa e Silva

 

Saudade! Olhar de minha mãe rezando,

E o pranto lento deslizando em fio…

Saudade! Amor de minha terra… O rio

Cantigas de águas claras soluçando.

 

Noites de junho… O caburé com frio,

Ao luar, sobre o arvoredo,piando, piando…

E, ao vento, folhas lívidas cantando

A saudade imortal de um sol de estio.

 

Saudade! Asa de dor do Pensamento!

Gemidos vãos de canaviais ao vento…

As mortalhas de névoa sobre a serra…

 

Saudade! O Parnaíba − velho monge

As barbas brancas alongando… E, ao longe,

O mugido dos bois da minha terra…

 

Em: Da Costa e Silva, Poesias Completas, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1985 [edição do centenário] p.69