Pintura em vermelho, 2008
Renato Meziat (Brasil, 1952)
óleo sobre tela, 90 × 124 cm
Pintura em vermelho, 2008
Renato Meziat (Brasil, 1952)
óleo sobre tela, 90 × 124 cm
Morro Chapéu Mangueira, 1932
Roberto Burle Marx (Brasil, 1909 -1994)
óleo sobre tela, 54 x 65 cm.
Acho que já nos encontramos
Arne Westerman (EUA, 1927 – 2017)
acrílica sobre tela, 60 x 76 cm

Em momentos exaltados
sem poder falar e agir,
o silencio dá recados
que poucos sabem ouvir.
(Alba Christina Campos Netto)

Natureza morta, 1959
Atan Lisboa de Meirelles (Brasil, 1905 – ?)
óleo sobre tela, 95 x 128 cm

J. M. Barie
Hemingway in Paris, gravura de Michela Akers.
“Desceu para tomar o café da manhã no MacDonald’s. Não se achava merecedor de mais do que um suco de laranja azedo e um croissant gorduroso. Deixou de lado o saquinho de chá e bebeu a água quente. Seu vizinho de mesa, um homenzinho com um boné de golfe todo roído de traça, uma barba de quinze dias e uma camisa suja, comia batata frita e bebia um refrigerante; sua mão pairava sobre um bolo de chocolate como se o protegesse. Virgile não admitiria isso para ninguém, mas gostava de ir ao McDonald’s. Não era um local agradável ou bonito, mas sentia-se em casa ali. Se Hemingway desembarcasse em Paris nos dias de hoje, já não teria recursos para frequentar os cafés como fazia na década de 1920. O único canto onde poderia se instalar para beber um café e escrever seria o McDonald’s. Em nenhum outro lugar uma pessoa pode se refugiar no calor durante horas por uma quantia módica. Os pobres, os estudantes e o pessoal da periferia sabem muito bem disso; podem-se checar e-mails, estudar para uma prova ou para as aulas, escrever; os moradores de rua leem os jornais de distribuição gratuita e fingem beber alguma coisa de um copo que pegaram em uma bandeja. A ideia de um local de alimentação para pessoas simples fora deixada nas mãos de uma caricatura de empresa capitalista. O fast-food tornara-se o único local caloroso, vivo e popular. Era deprimente.”
Em: Talvez uma história de amor, Martin Page, tradução de Bernardo Ajzenberg, Rio de Janeiro, Editora Rocco: 2009, páginas 69-70.
Vaso com flores, 1970
Aldo Bonadei (Brasil, 1906-1974)
óleo sobre tela, 48 x 40 cm
Natureza Morta, 1940
Antônio Cunha (Brasil, ? – ?)
óleo sobre tela, 59 x 48 cm
Leitura entre brancos
Monica Castanys (Espanha, 1973)
óleo sobre tela, 60 x 60 cm
